Artista conceitual e de performance americano, Dennis Oppenheim iniciou os seus estudos de arte em 1959, aos 21 anos, na California College of Arts and Crafts, em Okland, EUA. Saiu de lá em 1964, rumo à Universidade de Stanford, onde estudou por cerca de um ano.

No início de uma carreira que se mostraria fecunda, Oppenheim se dedicou à land art – ou earth art, modalidade de arte que considera o terreno como parte da obra – e envolvia grandes projetos, documentados em fotografias.

No começo dos anos ‘70, o artista se voltou para trabalhos performáticos, como “Reading Position for Second Degree Burn” (“Posição de Leitura para Queimadura de Segundo Grau”), de 1970, em que ele se deita sob o sol por cinco horas com um livro sobre o peito, até a pele queimar e uma silhueta do livro ficar gravada sobre o corpo. Isso, para Oppenheim, era uma forma de pintura.

A partir de 1973, ele adquiriu especial interesse por instalações mecânicas. Em “Attempt to Raise Hell” (“Tentativa de Criar o Inferno”), datado de 1974, por exemplo, ele construiu um manequim que batia a sua cabeça contra um sino de prata a cada 100 segundos.

De 1979 em diante, ele começou a fazer o que chamou de “Factories” (“Fábricas” ou “Manufaturas”), que eram construções maquinais, permanentes ou temporárias, similares aos trabalhos de Jean Tinguely.

“Final Stroke: Project for a Glass Factory” (“Golpe Final: Projeto de uma Fábrica de Vidro”), de 1980, consiste de uma elaborada construção metálica que incorpora partes elétricas móveis e um aquecedor de butano. A obra vinha acompanhada de uma narrativa que descrevia um mecanomórfico – tradução livre do neologismo “mechanomorphic” – encontro entre um homem e uma mulher, que remontava aos “Large Glass” (“Grandes Óculos”) de Duchamp (1915–23).

Os “Factories” foram sucedidos pelos espetaculares “Fireworks” (“Trabalhos de Fogo”), séries de construções mecânicas (1981-2) que empregavam motores elétricos e trabalhos de fogo. Ele também produziu armações tradicionais na década de 80, usando fragmentos de metal e outros materiais, como na obra de 1983-84 “Roots in Cubism, Hearts in the Stars (Forest for Cézanne)” - “Raízes no Cubismo, Corações nas Estrelas (Floresta para Cézanne)”.

Fonte: Art-Fact - Modern & Contemporary Art